na fita

Na Fita é o tumblr do Fita Bruta!

“Video Games” de videogame

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Serge Gainsbourg

—Cannabis (instrumental)

FUNDAMENTAL PARA SUA VIDA:

Por mais que um dia eu mude de opinião, eu nunca vou admitir que um disco do Gainsbourg é melhor que o Melody Nelson. É a melhor fase dele e da Jane. Ele é um cara com quem eu gostaria de beber e comprar um maço de Gitanes. A Jane Birkin é a mulher mais linda, espetacular, inteligente, charmosa, sedutora, maravilhosa que já passou pelo mundo. E a filha deles é *só* a Charlotte Gainsbourg. Mas logo antes do Melody sair eles lançaram uma trilha espetacular para o filme “Cannabis” (1970, dirigido por Pierre Koralnik).

Ptaqueopariu, como eu sou apaixonado pelo timbre da guitarra dessa trilha. Nunca vi o filme, mas a OST é um dos meus discos favoritos de todos os tempos. Música de Serge Gainsbourg com arranjos de orquestra por Jean-Claude Vannier (mesmo de Melody Nelson). 

/@tuliob

Enquete do Grammys

papelpop:

O que Rihanna comia na premiação minutos atrás? Kkkkkkkk
Uma coxinha? Um pedaço de cabelo da Nicki Minaj?

Depois de The Bed Intruder Song, o GLORIOSO retorno de Antonie Dodson.

(Source: popdust.com)

Shit Adele Says 

Melhor parte: “Rolling in the chips” ou “Stop trying to make Jessie J happen, she’s not gonna happen”?

(via Popdust)

1 semana.

1 semana.

quase lá

quase lá

Disco: Vanguart - “Boa Parte De Mim Vai Embora”

Se igual à Semáforo Hélio Flandres dizia ter mais que meia dúzia,  então o nome do novo álbum de sua banda é uma grande - e irônica - homenagem a estas faixas.

“Boa Parte de Mim Vai Embora” poderia ser divido cruelmente em lado “A” e lado “B”. Propositalmente, neste segundo lado, estariam apenas as faixas que podem passar batidas aos ouvidos de quem nem mata, nem morre pela banda cuiabana. Se ajuda o leitor, passo para nota as faixas desse lado: Se Tive Que Ser na Bala, Desmentindo a Despedida, Nessa Cidade, Engole (Arde Mais Que Brasa em Pele Quente), A Patinha da Garça, Onde Você Parou, Amigo, Morrerão e O Que A Gente Podia Fazer. Se você deseja se divertir enquanto cria este roteiro para poupar seu tempo, chame este lado de “músicas em que Hélio Flandres começa cantando de um jeito insuportável e algumas músicas em que Hélio Flandres não começa cantando de um jeito insuportável” (porque quem canta é o baixista Reginaldo Lincoln). Se a diversão não estiver completa, acrescente asteríscos em Amigo e O Que A Gente Podia Fazer e escreva no rodapé: “incompreensível”.

A qualidade das canções, no entanto, diz pouco sobre o ótimo molde do álbum. “Boa parte…” é, portanto, interessante em sua concepção. De cara, surge menos pretensioso que o álbum de debute da banda, o homônimo Vanguart. E se é reduzido o número de pompas, também é pouco o número de hits. Aliás, depois da capa, a São Paulo do Vanguart aparece e impressiona logo de cara com Mi Vida Eres Tu, não apenas um ótimo single, mas candidata a ser uma das melhores faixas lançadas pelo rock neste ano. Cantando como se o resto do álbum não existisse, Flandres encarna qualquer um que esteja afim de cantar, mesmo que não tenha perdido mulher, mesmo que não esteja triste. Mas que, sim - e parecia até que a banda tinha entendido isso -, canções são para, mais do que existirem, cumprir uma função do social que não esteja apenas na poética e na vivência de quem canta. O rock brasileiro esquece de que é preciso ser mais plural. Nós não temos tempo para termos um Wilco - e o Radiohead tropical não perderia tempo cantando rock. 

Mi Vida Eres Tu, parceria entre Flandres e Lincoln, merecia um álbum próprio, só pra ela. E, às vezes, parece que o Vanguart quase fez isso de propósito. Mas, não. Superior, a faixa acaba parecendo um acidente no álbum. Se repetir a fórmula nos próximos álbuns, a banda poderá montar uma boa coletânea (download grátis) de singles. E isso é um acidente de percurso para o discurso (chocho) do Vanguart.

Por Yuri de Castro